Passeios & Viagens

Viagem com bebê (parte 1) O dilema – levar ou não o bebê?

 Boa noite, mamães e papais!

 Escrevo agora sobre tema que estava há tempos devendo para vocês: a viagem para a Europa com a Chloe!!!

 Minha história não foi algo do tipo: “Amor, vamos viajar? Comece a procurar roupas de frio pra Chloe”. Na verdade, eu nem imaginava que teria coragem de viajar com uma bebê (como a maioria das mamães), daí porque espero que este post e os seguintes sirvam de inspiração.

 Tudo começou com uma gravidez bem complicada, na qual precisei ficar de repouso absoluto durante quase toda a gestação. Após o nascimento, meu esposo achou que era mais do que merecida uma viagem para nós, e perguntou se eu toparia passear na Europa quando a Chloe já estivesse maiorzinha, depois dos 6 meses. Claro que topei sem nem titubear! Empolgado com a resposta, ele comprou as passagens de imediato, mas apenas para nós dois.

Até aquele momento a idéia parecia simples: deixaremos a bebê na casa da vovó, um estoque de leite desmamado, muitas frutinhas e verduras, e nos falaremos todos os dias pelo Skype. Levarei a desmamadeira elétrica e quando voltar meu peito estará cheinho de leite para ela. “Maravilha! Europa, minha linda, me aguarde!”

 O problema foi que concordei com a viagem por impulso, na ansiedade de relaxar um pouco depois de meses tão difíceis, mas desde aquele momento meu coração de mãe já começava a ficar bem apertadinho.

 Nossa situação era complicada porque moramos em uma cidade diferente do resto da família. Minha mãe não mora aqui.  Não tenho babá, mas apenas uma doméstica que cuida da casa e da cozinha. A minha filha só tem contato comigo e com meu esposo e dividimos os cuidados com ela. Com isso, percebi o quanto seria difícil para ela, muito mais do que para mim. Comecei a me perguntar o tempo inteiro: “Meu Deus, como irei deixar minha filha durante 10 dias na casa da minha mãe sem nada familiar pra ela? Como eu iria deixá-la sem o peito todos esses dias? E se ela não quiser mais mamar quando eu retornar? E se ela adoecer? E se ela sofrer de saudade, de tão apegada que é a mim?”

O tempo foi passando, chegou o segundo mesversário,o  terceiro, o quarto, e comecei a chorar toda vez que falávamos da viagem! Sugeri a meu esposo que a levássemos. A resposta foi não e assim ficou durante meses: “Impossível levar um bebê pra Europa! Está muito frio, não iremos conseguir passear nem aproveitar a viagem! Ou deixávamos a Chloe ou não iriamos mais.” No final, faltando um pouco mais de um mês para a partida, o papai acabou cedendo, muito pelo fato do coração de pai haver amolecido e lhe faltar coragem para deixá-la, mas também por sentir a mesma aflição que eu vivia há tempos.

Assim começou nossa correria para adaptar o roteiro, comprar as passagens e seguro de viagem para ela, contatar os hotéis para fazer reserva de berço no quarto, agendar consulta com pediatra, comprar remédios para todas as doenças imagináveis (ela acabou não dando nem um simples espirro a viagem inteira, graças a Deus!), providenciar as roupas para o frio e correr com a emissão do passaporte ( farei outro post sobre esse assunto).
  

No resumo da ópera a viagem foi MARAVILHOSA!!! Lógico que foram necessárias algumas adaptações, mas a experiência foi incrível!! Não nos arrependemos em nenhum minuto por tê-la levado! Fomos para restaurantes, fizemos compras ( não tantas quanto eu gostaria, mas é uma ótima desculpa para viajar novamente!) e passeamos bastante! Não só faríamos tudo novamente, como de fato já estamos programando outras viagens, todas com ela!

O engraçado é que depois que chegamos de viagem meu esposo ficou me questionando como é que eu permiti que ele pensasse em deixar a Chloe. Como assim???

Como é perfeitamente compreensível opção diferente da nossa, fica a sugestão para quem pretende viajar e não levar seu bebê: pensem em deixá-lo no ambiente mais familiar possível (de preferência, em sua própria casa, com alguém muito próximo e conhecido do bebê, como uma avó), mantendo a rotina da criança e procurando não ficar ausente por mais de 10 dias. Não entrarei aqui no mérito da ausência criar trauma ou não, pois essa é uma discussão sem fim. Sabemos que muitas mães viajam (a trabalho ou não) e precisam deixar os filhos. Então, se alguém puder ir para a casa da criança ( no lugar da criança “se mudar”), é ainda melhor.

De outra sorte, também conheço o exemplo de um casal que viajou (a bebê estava com uns 8/9 meses) e montou toda a estrutura de sua casa na casa da avó (levaram tudo do quartinho da criança e montaram na casa da avó). Fora que a criança tinha babá e esta ficou na casa da avó, ou seja, alguém familiar.

Abaixo segue a carinha da Chloe me questionando: ” Mamãe!!! É verdade que você está pensando em viajar sem mim?”

 Aqui ela: ” Ah…entendi!! Eu to indo também!!! Ebaaa”

 Espero ter inspirado vocês para viajar. Mais posts virão!

 Bjoo

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13 Comentários

  • Responder Camila 3 de junho de 2013 at 3:25 am

    Adorei o post e as dicas, mas o melhor foi a carinha da lindeza na foto!!! Bjs

  • Responder Carolina Bicker 3 de junho de 2013 at 10:50 pm

    Ai que bom que resolveram leva-la, eu não consigo me imaginar viajando e deixando minha bebe. Ela tem um contato diário com a minha mãe, mas mesmo assim acho que meu coração de mãe não conseguiria.
    Nós viajamos agora no feriado, passamos só 3 dias na Região do Lagos, no Rio mesmo, optei por pouco tempo pois não sabia como seria a adaptação dela, ainda mais com toda essa agitação dos dentes, não querer dormir, enfim…Resultado foi que a viagem foi ótima, ela se comportou super bem!! Minha gravidez foi um pouco conturbada com problemas familiares e precisava espairecer um pouco e volto a trabalhar agora dia 20 e ja choro só de pensar que não estarei mais o dia todo com ela, vendo seu desenvolvimento. Meu marido achou que seria uma boa arejar um pouco a mente!

  • Responder Dicas da Mãe Moderna 4 de junho de 2013 at 12:00 am

    é bom sim!! Não se preocupa com isso…ela vai ficar com alguém de confiança. Quando você chegar em casa você mata a saudade e perceberá ainda mais o quanto todo dia ela cresce!bjo

  • Responder Dicas da Mãe Moderna 4 de junho de 2013 at 12:00 am

    rsrsrs! obrigada!:*

  • Responder De Repente Mãe 4 de junho de 2013 at 5:50 am

    Tenho dois filhos e tive os dois longe da minha família!!! Compartilho do mesmo sentimento de como deixá-los se não estão acostumados a ficarem com ninguém além de nós pais. Com o primeiro arriscamos a primeira viagem somente quando ele tinha três anos!!! Antes disso somente para casa dos avós. A primeira viagem foi para Natal e foi tão boa que no ano seguinte criamos coragem e levamos ele pra esquiar conosco, foi uma delícia e tomamos gosto em viajar juntos, em família! Quando tive o segundo não esperamos muito tempo e aos 6 meses levamos o Gustavo pra neve tb!!!! Claro sempre com a liberação da pediatra, e olha que ele ao nascer foi para a UTI e ficamos somente em casa até os quatro meses… Foi um período complicado tb e a viagem veio para o bem da família toda!!! Com 1a8m do pequeno levamos ele à Disney, na verdade satisfazendo mais ao mais velho que queria voltar pois já tinha atingido altura para poder ir nas montanhas russas e passamos por Cancun tb, nessa mesma viagem!!! Estamos agora planejando a próxima que será a primeira sem as crianças, iremos comemorar 10 anos de casados o ano q vem, no começo do ano. O Gustavo estará com 3 anos e como tenho uma funcionaria q mora comigo ficarão com ela e com meus pais q virão até minha casa ficarem com eles!!! Mas o coração fica apertado… A viagem tem destino surpresa, toda organizada e planejada pelo marido!!! Só sei que serão duas semanas, fico feliz pensando nas possibilidades, mas muito ansiosa!!!! Rezo desde já para q tudo dê certo e eu consiga aproveitar sem eles e principalmente sem culpa por tê-los deixado!!!! Bjs adorei o blog!!!!

  • Responder Dicas da Mãe Moderna 5 de junho de 2013 at 2:23 pm

    Oi!!!
    Imagino sua aflição de viajar e deixar os dois…mas o pequeno já entende um pouco. Sabe que os pais vão, mas voltam. Não se sentirá abandonado! Além disso, terá perto pessoas que o querem bem!
    O mais interessante é isso: fazer com que a criança não saia de sua casa, para mudar o minimo a sua rotina.
    Que delícia, viu? Fiquei foi curiosa para saber o destino!rsrsrsrs
    Obrigada!
    bjoo

  • Responder Anonymous 8 de junho de 2013 at 3:01 am

    Nossa, nunca conseguiriamos nem pensar na idéia de viajar sem nossa filha! rs Sempre planejamos tudo com ela, até um simples jntar! Seria como viajar se um pedaço de nós. Do tipo, se Maria estivesse aqui, se e se e se! Então antes do arrependimento levamos ela para todos os lugares.

  • Responder Jessica Paduanelli 28 de junho de 2013 at 1:21 am

    Que bom ler isso!!!!
    Eu e meu marido estamos querendo ir para MIAMI o ano que vem e minha filha estara com 8 meses, ficaremos 1 mes la!

    Isso me tranquiliza!

    Obrigada por compartilhar suas experiencias com nos mamaes!

  • Responder Fim das férias: diversão prorrogada! | Dicas da Mãe Moderna 23 de janeiro de 2014 at 7:03 pm

    […] por exemplo, nem pensar, como mostra o infográfico abaixo. Nesse meu outro post tem mais dicas: http://dicasdamaemoderna.com/2013/06/03/viagem-com-bebe-parte-1-o-dilema-levar-ou-nao-o-bebe/ . É claro que essa decisão cabe aos pais, de levar ou não o bebê, mas tudo fica mais gostoso […]

  • Responder Josiane 25 de julho de 2014 at 2:06 pm

    Como e onde fez as compras das roupas de frio, já que o inverno na Europa é tão diferente do nosso?
    E o seu pediatra, disse algo em relação a viagem no inverno Europeu?

    • Responder Louise Sabóia 25 de julho de 2014 at 5:56 pm

      Oie! As roupas eu tinha comprado em uma viagem para minha sobrinha e depois usei com a Chloe. Mas usei uma segunda pele que evita usar muitas roupas. As que a Chloe usou foram mandadas fazer a partir de blusar de adultos, mas tem para crianças em algumas lojas (n sei se na tip toy). Bjo

      • Responder Josiane 25 de julho de 2014 at 6:34 pm

        Ah, entendi. Achei segunda pele de poliamida na Lupo. Seria esse tipo que vc quis dizer?
        Pretendemos viajar e meu bebe estará com um ano e meio e não sei o que levar para o frio de lá… Por favor, se puder, me dê dicas.

        • Responder Louise Sabóia 27 de julho de 2014 at 2:43 pm

          O importante mesmo é a segunda pele. As que a Chloe usou foram de um tecido preto que compra na centauro (de adulto e corta para fazer o de bebê). A pele respira e é aquecida ao mesmo tempo sem precisar colocar mil roupas. Não sei qual é o tecido… :/ tb saia sempre com uma manta pq colocava nela qdo estava no carrinho (tb tem uma capa de chuva p carrinho que aquece a criança). Qualquer coisa pergunta! 🙂

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