Maternidade

Novidade no pré- natal – Marjorie Mota

“Acaba de ser lançado um teste para diagnóstico de algumas doenças genéticas.  Há alguns anos, os diagnósticos genéticos eram realizados através de dosagens serica de alguns marcadores sanguíneos (tri-teste) que não tinham uma acurácia confiável e somente eram realizados após 16 semanas de gestação. Além do baixo índice de acerto, ainda tínhamos o retardo no diagnóstico. Concomitante, a ultrassonografia se tornava cada vez mais confiável e estabelecia critérios da morfologia fetal. Podíamos ver ao ultrassom a presença de vesícula vitelina, osso nasal, translucência nucal e em torno de 20 semanas de gestação a ecografia morfológica nos apresentava o bem estar fetal. Todos esses métodos nos demonstravam o risco da existência das má-formações  mas não nos dava certeza da existência dela.  Tendo a suspeição, ai sim tínhamos a indicação de realizar uma punção de vilo corial, uma cordocentese ou uma amniocentese a depender da idade gestacional. Estes são exames invasivos onde uma agulha é colocada intra-útero para ser colhido o material a ser examinado. Ate aquele momento era o que tínhamos.

Recentemente foi lançado um teste bem promissor, que realiza o diagnóstico das doenças dos cromossomos 13,18,21(Down) e a sexagem, que não precisa invadir o útero. O exame analisa, através do sangue materno, a saúde dos cromossomos fetais numa fase inicial da gestação. Ele deve ser realizado na 9ª semana de gestação. O exame é realizado colhendo o sangue da mãe onde tem células de DNA materno e fetal  e após centrifugações teremos duas amostras de material, uma contendo material mãe-feto e outra contendo só material materno. Esses matériais são analisados por sequenciamento, o que vem a  revelar as diferenças genéticas entre o genoma da mãe e do feto. A partir dai se fazem as deduções das cromossopatias.

Este exame, Diagnostico Não Invasivo Pré-Natal , veio para revolucionar o diagnóstico destas alterações genéticas. As indicações do exame persistem as mesmas dos anteriores , ou seja, idade materna avançada, alterações em outros marcadores de alterações genicas, história familiar ou pessoal, ultra-som anormal ou o desejo do casal que se preocupa com essas doenças. Para que você saiba se realmente é importante fazer esse exame, consulte seu obstetra.”

Dra. Marjorie Mota é ginecologista e obstetra em Fortaleza- Ceará

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