Entrevistas, Maternidade

Amor de carnaval: assim me tornei boadrasta . Escrito por Bianca Spessirits

- Cópia

Nos nossos sonhos de vida a dois, geralmente não pensamos em nos casar com quem já tem filhos, não é mesmo? Quem nunca escutou ” É problema!” ou ” Você ainda pode construir uma família só sua!”? Sabemos que na vida real nosso coração se apaixona e não deixa de se apaixonar porque a pessoa tem filhos. Não é só apertar um botão! Hoje quem escreve o Post é a Bianca do Blog www.naoeamamae.com, mãe da Vitória e boadrasta do Mário e do Mateus que conta como se apaixonou pelo marido que já tinha filhos de outro relacionamento. Fácil? Ela mesma diz que não foi, mas vivem super felizes e é isso que importa!!

“Conheci o PD3 (PD3 = pai de três = Mário) no sábado de carnaval. Subimos e descemos as ladeiras de Olinda, conversamos por horas e nos apaixonamos. Ele não me contou que tinha filhos. Só soube da existência das crianças quando o namoro ficou sério mesmo. Quando soube, o que fiz? Terminei.

Eu pensava: como é que eu vou namorar um cara que tem filhos? Por que ele não me falou antes? A minha mãe vai me matar! Só que havia um problema: eu estava apaixonada. Assim, depois de muito choro e muita vela, muitas idas e vindas, nos estabelecemos.

Enquanto namorávamos, meu convívio com os meninos era bem pouco. A ficha da madrastidade só caiu mesmo quando virei Sra. PD3. De repente, me vi casada e com duas crianças em casa (o mais novo, à época, era bebê). Como proceder? Não tinha a menor ideia.

Se eu disser que foi fácil, não é verdade. Casei com um cara que tem filhos e que é pai de verdade, ou seja: casei com uma família. Assim, não tivemos aquele tempinho para nos adaptarmos um ao outro, sozinhos, sem pensar em nada além de nós dois. Nós nunca fomos dois. Fomos quatro, desde o início.

Quem sonha com um jantar de comemoração de 1 mês de casado feito pelo marido, mas com uma criança de 5 anos à mesa? Acho que quase ninguém. E qual criança deseja que o pai case com outra pessoa, que não a sua mãe? Provavelmente nenhuma.

Gradativamente fomos nos ajustando e estamos bem. Somos uma família (mosaico) como outra qualquer.

Ser boadrasta me fez uma pessoa melhor, uma esposa melhor e uma mãe melhor (mesmo ainda estando anos-luz do ideal, se é que existe ideal). Crianças nos lapidam, nos ensinam a compartilhar e a valorizar o que de fato é importante: dão trabalho e felicidade, na mesma proporção!

Beijos,

Bianca.”

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