Maternidade

Colica e choro por Luisa Arnaud

Oi meninas (tenho que chamar meninas, papais. Não fiquem magoados!rsrs), hoje começa mais uma colaboradora aqui no blog, a Luisa, mamãe da Bella e dona do IG @wowmaes. colica e choro

Essa semana, por coincidência, contei no IG e fanpage quando o Benjamin adoeceu e chorava sem parar. Ele era bem pequeno e isso se confundia com as terríveis cólicas. Hoje a Luisa vem falar da relação colicas e choro e como ajudar a amenizar “essas terríveis”  que tiram o sossego de todos os pais.

“Sabemos, que quando um bebê chora sem parar, já tendo sido alimentado e ter tido uma boa noite de sono, pensamos nas temidas e frequentes cólicas. Mas, nem todo o choro é cólica.

Todos os bebês choram nos seus primeiros seis meses de vida. Os maiores períodos de choro ocorrem na sexta semana de vida.

O choro tem uma função importante no desenvolvimento, permitindo o neném aliviar as suas tensões e se constitui em um poderoso instrumento da comunicação de sensações como febre, dor, frio ou o desejo de estar perto dos pais. Os bebês choram por diferentes razões. Eles terão dias de maior excitação, maior irritabilidade, dia em que estarão mais inquietos e menos consoláveis.

As cólicas costumam acometer os bebês nos seus primeiros três meses de vida, sendo mais comum naqueles que se alimentam de leites artificiais do que nos que só ingerem o leite materno. Isso ocorre devido a imaturidade do sistema digestivo do recém nascido, o que favorece a contrações intestinais, e à entrada de ar durante a sucção quando o bebê mama em mamadeira, o que provoca dores mais ou menos intensas. Os períodos de cólicas, geralmente, acontecem no final da tarde e no período da noite.

O leite materno é o melhor alimento para seu filho. Ele concentra substâncias que impedem o crescimento bacteriano no organismo da criança, evitam cólicas e estimulam o funcionamento do intestino.

Segundo a Universidade do Texas, quando o bebê tem cólica ele faz movimentos com os braços, as pernas, o tronco e a boca, parecendo querer mamar, mesmo que isso tem ocorrido há pouco tempo.

Existem nenéns que choram muito nos primeiros três meses de vida, outros quase nunca choram. Os experts em Pediatria Comportamental têm sugerido que o choro no primeiro trimestre é secundário, principalmente, a uma adaptação da vida intra para a vida extrauterina. Ou seja, um bebê dentro do útero está no escuro, dentro d`água, sendo alimentado pelo umbigo, com pouco espaço para se mexer, ouvindo há muito os sons do coração e dos vasos sanguíneos da mãe. Aqui fora as coisas são evidentemente diferentes. Quanto mais difícil essa adaptação, quanto mais saudades do útero materno, maior a possibilidade do bebê chorar. Ou seja, restringir o choro do bebê a famosa cólica, a questões de espasmos e gases intestinais parece ser hoje uma simplificação de um fenômeno muito mais complexo. De qualquer forma, os pediatras recomendam algumas ações que possam minimizar a parte deste evento que esteja ligado ao sistema digestivo.

Se o bebê estiver chorando há algum tempo, irritado, sem nada que o console, cheque por etapas:

– Se está com fome.

– Se está com a fralda molhada.

– Se está com frio ou calor.

– Se quer contato físico, ser mimado, ver você, ouvir a sua voz.

Chegando a conclusão que se trata de cólica, algumas medidas podem ser tomadas:

– Um banho morno relaxa o bebê e induz o sono;

– O contato pele com pele costuma apaziguar o incômodo: coloque o bebê sem roupas sobre a sua barriga nua, cobrindo-o com uma manta.

– Bolsas de água quente ou panos recém-passados a ferro diminuem o desconforto.

– Massagens abdominais circulares e suaves ajudam a eliminar os gases.

– Em casos específicos, o pediatra pode indicar medicamentos anticólicas, mas só os utilize com instrumentação específica do médico.

Fontes: Dr. Sylvio de Barros e João Scarpellini Campos.

Beijos e obrigada,

Luísa.”

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