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Desfralde: quando começar e o que fiz

fralda2Oi mamães (e papais)! Escrevo papais porque já recebi reclamações de alguns que se sentem desprivilegiados! hahahaha Mas não me levem a mal, é que as mamães são maioria por aqui, não é verdade? 🙂

Quando Chloe entrou na época do desfralde contei no IG e fanpage da minhas primeiras tentativas frustradas e quando descobri que era A HORA! Antes de dessa tal hora chegar, passei por alguns estresses e vi que não adiantava forçar, pois no lugar de ajudar estava era atrapalhando.

Na época que comecei a primeira tentativa de desfralde, o Benjamin estava bem pequeno, dodói e quando pedia a Chloe que fizesse xixi no troninho ela não fazia de jeito nenhum!!! Fazia no chão, no sofá, na calcinha, em tudo quanto era lugar, menos no troninho. Rolou até cocô no sofá e tapete e vi que a menina estava se estressando e eu ficando doida. Relaxei e a hora chegou naturalmente. Então, se você está entando o desfralde, anota aí o que fiz para ter dado tudo certo no final.

1- Converse sobre o desfralde

Quando passei pelas tentativas frustradas, comprei um livro chamado “O xixi da Lulu”. Comecei a ler pra ela, contava que a menina estava ficando mocinha, mostrava as calcinhas no livrinho…

Não precisa comprar um livro, mas contar histórias é bem interessante e faz a criança ter curiosidade.

2- Leve para Comprar calcinhas e cuecas novas

Um ótimo estímulo é dizer que eles estão ficando rapazes e moças e leve-os as compras. Calcinhas das princesas, cuecas do homem aranha será um ótimo atrativo para substituir a fralda de “bebê”.

3- Espere o tempo deles

Não tem uma data certa para o desfralde acontecer. Veja os sinais que seu filho dá para enfrentar essa nova etapa. O meu erro no início foi que eu mesma não estava preparada, não tinha estrutura. Estava com um bebê que havia sido internado, super cansada, estressada, marido trabalhando e eu sem ajuda. O desfralde estava sendo um tormento pra mim e pra ela! Relaxei e pensei: “Ela não vai casar de fralda!”. Quando a Chloe fez dois anos e seis meses, correu para o troninho e fez o xixi. Eu não exigi, não me estressei. Naquele momento foi só comemoração e pudemos, juntas, seguir para o desfralde.

4- Passe por fases

Tem criança que tira as fraldas toda de uma vez, mas a maioria não. Primeiro tira do dia, depois da cochilada e depois da noite. Com a Chloe tem sido assim .Primeiro ela passou o dia sem fralda e eu colocando só para dormir (depois do almoço e à noite). Um dia ela chegou pra mim e disse que não queria mais usar para cochilar de dia e ela simplesmente passou a dormir depois do almoço só de calcinha.

5- Leve ao banheiro

A criança não está acostumada a ir ao banheiro, então precisa que você a leve com frequência para ver se ela está querendo fazer xixi. No início eu contava uma meia hora/ quarenta minutos e chamava a Chloe até que depois ela mesma dizia que queria ir.

6- Parabenize

Dê os parabéns se ele (ou ela) conseguiu fazer xixi no troninho, vibre com ele! Não demonstre frustrações se ele não fez, mas diga que na próxima vez dará tudo certo!

7- Tenha paciência

Vai acontecer alguns xixis na calcinha/cueca, no chão, no sofá, então, paciência! Garanto que isso passa rápido e logo logo vocês terão sucesso.

 

bjoo e me liga!

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TERRIBLE TWO´S: A terrível crise dos 2 anos. Por Marcelo Fernandes

OIE!! Chloe anda nessa adolescência infantil há tempo e já falei algumas vezes no IG e fanpage sobre isso,mas nunca parei para escrever sobre o assunto por aqui. Pois hoje que conta sua experiência sobre o assunto é o Marcelo do papai on line.

“Estamos vivendo esta fase em casa! Hoje o Fefê está com 2 anos e 4 meses e 315(1)descobrimos, graças a Deus, que é comum e trata-se de uma fase em que a criança descobre que é um indivíduo e luta para conquistar o seu espaço. E fazem da maneira que mais nos incomodam: batendo nos outros, gritando ou se jogando no chão. Precisamos ter muita calma, paciência e ensinar que este comportamento não é legal e não levará a nada. Não adianta também darmos palmadas, tapas, puxões de orelha ou qualquer comportamento agressivo para tentar conter a birra. A melhor maneira é conversar.

Desde que o Fefê tinha 1 ano e 8 meses, começamos a enfrentar a fase Terrible Two´s e aos 2 anos e 1 mês estava bem complicado. Digamos que foi o momento mais difícil de lidar com esta situação, pois ele aprendeu a cuspir (comportamento adquirido na creche).

Usamos e continuamos a usar o método ´´cantinho da disciplina“, sempre que acontece algo que deixa o Fefê agressivo ou com um mal comportamento, abaixamos na altura dele, olhamos em seus olhos e repreendemos. Em seguida o colocamos na cadeirinha (foto acima) para ele pensar no que fez, pois não foi legal e estamos tristes.

Foi uma fase complicada e com muito tempo para ele pensar! Ao repreendermos, ele respondia com o cuspir, hoje depois de freqüentar muito seu “cantinho da disciplina´´ e chamadas de atenção, conseguimos vencer.

Foi com muita repetição para ele assimilar que, aquele comportamento era errado e como resultado ficaria no seu cantinho para pensar no que tinha feito.

Hoje, ele entende o significado do ´´cantinho da disciplina´´ e ao começar a fazer algo de errado, perguntamos se ele quer ir pensar. Ele imediatamente diz não (espertinho ele não? kkkk) , muda de comportamento rapidinho e pede.

Após alguns minutos, voltamos e conversamos, ele pede desculpas e nos dá um beijo. Nossa estratégia vem funcionando bem! Claro que leva alguns minutos e neste tempo, temos que ter muita calma e sabedoria, pois a criança precisa entender que não é do jeito dela e que está tendo uma atitude errada.

É papais, não é fácil educar, mas é preciso persistir e não deixar as birras tomarem conta da situação! Temos o dever e direito de impor limites desde muito cedo. Educar não é fácil,
mas é prazeroso quando constatamos com atitudes que nosso filho entendeu que não estava agindo da maneira ideal e passa a ter novos hábitos.

Mais alguém aqui passando por esta fase?

Marcelo Fernandes”

 

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Transtorno do Espectro Autista

Oi meninas, semana passada a mamãe Adrísia contou sua história e hoje, a Neurologista infantil, Carolina Figueiredo, explica um pouco mais sobre o Autismo e como fazer o correto diagnostico seguido de tratamento adequado.autismo(2)

“O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma desordem complexa do desenvolvimento neurológico da criança. Ele apresenta-se caracteristicamente por sinais e sintomas que surgem e podem ser percebidos antes dos 3 anos de vida. Atualmente, define-se TEA como a presença dos seguintes critérios (*), de forma muito resumida para melhor compreensão:

A. Dificuldades (déficits) persistentes na comunicação e interação social em vários contextos;

B. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades;

É importante frisar que esses sintomas devem estar presentes nas primeiras etapas do desenvolvimento da criança e causam prejuízo clinicamente significativo nas áreas social, ocupacional ou outras áreas importantes de funcionamento atual do paciente.

Dessa forma, observa-se que o clássico sintoma: “não fala” deixou de ser critério obrigatório para diagnosticar uma criança com Transtorno do Espectro Autista, uma vez que a fala pode existir (palavras, frases curtas ou mesmo longas). Porém, ela pode apresentar-se de uma forma pouco comunicativa ou social.

Então, como saber se seu filho tem TEA? Primeiro, é imprescindível lembrar que nenhum pai ou nenhuma mãe tem a obrigação de dar um diagnóstico para um filho, ainda que a escola ou outras pessoas, incluindo familiares, o pressionem para tanto. Segundo, procurar um especialista médico é fundamental. Ele saberá avaliar as queixas, os sinais e sintomas que seu filho apresenta e orientar adequadamente a conduta a ser tomada para confirmar o diagnóstico. O Transtorno do Espectro Autista é um diagnóstico complexo e envolve muito mais do que algumas queixas para certificar-se do quadro. Quase sempre é necessário utilizar-se de “ferramentas” adicionais ao exame médico, como testes neuropsicológicos para diagnosticar corretamente e quantificar a gravidade do quadro. Por isso, existem outros profissionais qualificados para auxiliar no diagnóstico.

E quanto aos sintomas especificamente, como saber reconhecê-los? Já citei os critérios dados por especialistas para o diagnóstico, mas há alguns sinais e/ou sintomas que a criança pode apresentar que levantam dúvidas sobre o quadro. É comum ouvir, no consultório, algumas queixas bem frequentes em crianças com suspeita de TEA, tais como:

– Ele é meio frio, distante, não gosta de se relacionar com outras crianças, não brinca, não divide brinquedos com elas. Por vezes chega a ser agressivo quando insistem nesse contato. Às vezes até parece que está brincando com outras crianças, porém quando observa-se de perto, está apenas a correr no meio das outras, sem realmente fazer parte da brincadeira.
– Ele parece que não ouve quando o chamo pelo nome, às vezes parece que tem deficiência auditiva. Estranhamente, ele parece ouvir outros sons, como músicas, barulhos altos de carros, trens, gritos, buzinas.
– Irrita-se quando tem muito barulho por perto, chega às vezes a chorar, colocar as mãos nos ouvidos e/ou balançar a cabeça para os lados. Às vezes também grita.
– Era um bebê que não sorria para a gente, parecia que não olhava nos nossos olhos, fixava em um ponto e ficava olhando apenas para lá. Hoje em dia, continua sem olhar para a gente, às vezes até olha, mas é sempre de forma rápida, desviando logo o olhar para outras coisas.
– Quando ganha brinquedos, não parece se interessar por eles, mas quando há interesse, parece que esse interesse é voltado para alguma parte do brinquedo, como as rodinhas de um carrinho, ou o acessório brilhante da boneca. Adora passar algum tempo olhando para esses detalhes. Não costuma brincar com o brinquedo da forma que outras crianças da mesma idade o fazem.
– Não fala espontaneamente, porém ele repete palavras que alguém falou. Às vezes ele, inclusive, repete palavras que foram faladas há algum tempo. E repete várias vezes, sem contexto adequado.
– Ele não entende piadas e frases no sentido figurado. É muito inocente. Não tem amigos e não consegue se relacionar nem mesmo com os irmãos ou primos, mas fala normalmente.
– Só gosta de comer alimentos líquidos ou pastosos, não gosta de nada sólido. Ou não come nada verde, por exemplo.
– Tem uma certa fixação por coisas que giram, como rodas de carrinhos e ventiladores, por exemplo. Às vezes, também gira em torno de si mesmo, repetidamente.

A importância dos pais (principalmente) assim como da família como um todo, deve-se ao fato de terem convivência quase constante com a criança e, portanto, serem usualmente os primeiros a perceber alguma alteração no desenvolvimento dela. Porém, é comum também essa percepção ser ignorada no âmbito familiar pelo receio de “descobrir” algum problema com o filho/neto/sobrinho. É comum ouvir-se e falar-se nessas famílias, “mas o fulano também era assim e hoje é normal”; “ele é só tímido”; “ele prefere os adultos porque é muito inteligente”; “ele é só mimado, não fala porque não precisa e às vezes é agressivo porque permitem” etc. É natural a negação dos sintomas por parte da família. A criança muitas vezes foi desejada e gera-se em torno dela muitas expectativas cultivadas pelos pais desde a gestação, mas é importante lembrar que um diagnóstico precoce (o mais cedo possível) muda o prognóstico do TEA, ou seja, o futuro daquela criança. A estimulação precoce realizada por uma equipe multiprofissional capacitada é capaz de proporcionar incalculáveis benefícios na qualidade de vida da criança com TEA. É claro que a gravidade do quadro é um fator de extrema importância para a evolução desses pacientes, mas ainda aquelas com TEA grave beneficiam-se enormemente de uma estimulação adequada precoce. Precoce. É fundamental que os pais e outros familiares lembrem-se dessa palavra. O diagnóstico tardio pode significar um atraso significativo no desenvolvimento neurológico do paciente.

Assim como a família é muito importante na condução diagnóstica de uma criança com TEA, a escola também apresenta-se como coadjuvante de papel fundamental. É na escola que a criança vai ser inserida, na maioria das vezes, no meio de outras crianças de mesma idade e terá que se relacionar com elas. É mais fácil para os professores observarem diferenças de uns poucos quando comparando-se ao que seria o “normal” da maioria. Algumas crianças também acabam passando a maior parte do dia na escola, o que torna esse ambiente mais fidedigno na observação do desenvolvimento delas. E é justamente a escola que usualmente acaba sendo a primeira a apontar alterações nesse desenvolvimento, sugerindo aos pais a procurarem uma avaliação especializada. É fundamental lembrar da importância de se considerar uma queixa escolar, mas é igualmente importante ressaltar que os profissionais que lá trabalham não são capacitados para realizar diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista. Portanto, é relevante a opinião da escola e os pais devem levá-la em consideração, mas não devem levá-la como um diagnóstico. Além do que, existem as particularidades de cada criança e outros tipos de transtornos do desenvolvimento.

O TEA ainda é considerado um quadro neurológico sem cura, porém que possui tratamento. Um tratamento que, se iniciado corretamente e de forma precoce, pode mudar radicalmente o prognóstico do paciente. A criança passa a ter outra expectativa de vida após iniciar acompanhamento multiprofissional (incluindo terapeuta ocupacional, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta). E isso é o que os pais devem buscar, uma melhor qualidade de vida para seus filhos, em qualquer situação ou frente a qualquer diagnóstico.”

* Critérios estabelecidos de acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais 5a edição- DSM-V

Dra. Carolina Figueiredo é neurologista infantil e atende em Fortaleza.

 

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Meu filho tem autismo e uma vida cheia de aventuras pela frente

Hoje quem conta sua história é Adrisia, uma mãe guerreira que mora longe da família, faz uma faculdade que exige passar o dia todo fora e cria um filho sozinha, filho este que precisa de mais atenção e acompanhamento, não está aqui reclamando e gritando ao mundo que não dará conta. Para ela isso é motivo de forças para fazer de tudo para o filho crescer e se desenvolver bem e feliz. Para nós, isso é lição de vida.

” Nos primeiros meses de vida do João Henrique comecei a notar que meu filhoIMG_7984
era mais agitado que outros bebes que convivia. Algumas coisas que vou dizer parece igual
a outros bebes, mas era tudo mais intenso. Ele dormia muito pouco, tinha o sono muito leve, chorava muito e ficava irritado facilmente. Facilmente mesmo! Ao ponto de um beijo irrita-lo ou uma demora na mamadeira fazer ele tentar me morder mesmo sem dente nenhum.

Sua alimentação nos primeiro ano de vida era normal; mamou até aos 4 meses, passou para leite em fórmula e quando fez 6 meses já tomava sopinha e comia frutas. Eu notava que às vezes ele não aceitava a sopinha, mas existem tantas crianças que não aceitam a alimentação, então pensei que o meu filho estaria passando pelo mesmo.

Na sua festa de 1 ano ficou clara a sua irritação fora do comum.  Chorou bastante e “tomou o choro” algumas vezes.  Achei que como ele era muito novinho estava estranhando aquele monte de gente e poderia estar com sono.  Por sinal, sempre que estava irritado eu já pensava que seria sono ou fome.

Após sua festa de 1 ano me separei, fui morar em outro bairro e ainda fiquei
sem babá e por conta disso ele precisou entrar em uma escola. Nos primeiros meses fui chamada várias vezes à escola para falar sobre o comportamento do meu filho, sobre atrasos de linguagem, sobre  não obedecer aos comandos das tias…. Até ai tudo bem, várias crianças fazem isso. Mas em uma dessas idas à escola ela disse que ele passava muito tempo olhando o ventilador rodar. COMO ASSIM? QUE COISA MAIS SEM SENTIDO, QUAL O PROBLEMA DELE OLHAR  O VENTILADOR, NÉ? E ela foi continuou…  disse que ele não sentava para fazer os desenhos, não comia nada (em casa ele passou a aceitar apenas leite) , fora que batia e mordia seus coleguinhas.

Inicialmente achei que esse comportamento poderia está relacionado à minha separação, mas fui aconselhada pela  psicóloga e fonoaudióloga da escola a procura um otorrino para possível perda auditiva e caso desse negativo, eu deveria procurar uma neuropediatra. Assim fiz e realizei 2 exames no otorrino e ambos deram negativo.  Esse dois foram para ter certeza. Nesse período entre o exame e o resultado fiquei falando com ele mais alto e mais pausado para ver se ele me entendia, mas não mudou seu comportamento. Passei para o próximo passo e a partir daí, eu mesma passei a suspeitar do diagnóstico que iria receber.

Quer saber se eu sentir medo? Claro! É meu filho e você o quer cheio de saúde, perfeito, né? Não! A gente o quer de qualquer jeito, e quando eu digo de qualquer jeito é de qualquer jeito mesmoooooo.

Após fazer todos os exames que a neuropediatra passou e  todas as suas análises, a confirmação veio: meu filho filho foi diagnosticado autista. Nesse mesmo momento passou um filme em minha cabeça, fiquei lembrando das atitudes que ele tinha ainda bebe, aquelas atitudoe “fora do normal” e tudo passou a ter sentido. Meu mundo não caiu, falo isso de verdade. A única coisa que veio na minha cabeça foi que ele teria que ter uma maior atenção, teria que ter um acompanhamento médico e que com toda certeza ele sofreria algum preconceito.  E isso sim me deixa super chateada. Aqueles olhares de reprovação me dá vontade de …. nem te falo!

Hoje ele frequenta  uma fono 2 x na semana, vai ao psicólogo 1 x ao mês e é usuário da APA (Associação Paraibana de Autismo). Sair com meu ele nem sempre é fácil, ou melhor, nunca é. Sua alimentação é bem restrita, não me obedece,  me bate na frente das pessoas, agride os amigos, não interage com todo mundo. Raramente tem um episódio de carinho, mas logo seguido por um tapa.  Aparentemente  ele é um menino normal, não tem nenhuma anormalidade em seu corpo, então quem assiste esses episódios, julga logo meu filho como um menino mimado e que eu sou uma mãe sem noção e que não sei educar meu filho e esse julgamento me dói muito.

Não quero que meu filho fique escondido dentro de casa por conta do julgamento dos outros, quero que ele ganhe o mundo! Já vi vários casos de crianças e até adultos que ganharam o mundo tendo esse diagnóstico e por que não o meu filho também?

Sou mãe, estudante de medicina, moro longe da família e tenho pouco tempo com ele, mas tenho certeza que o tempo que tenho é voltado para seu desenvolvimento.

Hoje ele tem  3 anos e o levo para todas as minhas viagens. Já foi inúmeras vezes à Fortaleza (onde mora minha família) , já o levei à Disney, Buenos Aires e muitos outros locais. Sempre que vamos sair da rotina eu tento explicar para ele para onde vamos, o que ele vai comer, quem são aquelas pessoas. Dá trabalho? Claro que sim! Mas não tem nada mais prazeroso do que curtir todos os momentos com ele e de ver seu rostinho encantado com o novo.”

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Bolsas de maternidade

Oi meninas!! Todas quando estão fazendo o enxoval têm na lista a famosa “bolsa de maternidade”. A bolsa não serve somente para levar para a maternidade, lógico!! Até porque sairia muito caro só pra isso e a gente não pode gastar assim, não é?

A bolsa serve para viagens, saidinhas ao shopping, à medica, casa da vovó…você vai usar muito nos dois primeiros anos! Uma boa dia é uma bolsa que vem com trocador, pois nem todo local tem um espaço apropriado para trocar o bebê. O trocador já serve para proteger o bebê de onde você vai apoiá-lo e deixar o local mais macio ( muitas vezes tive que trocar em mesas duras e o trocador tem uma pequena camada de esponja).

Na gravidez da Chloe, ganhei da minha mãe uma bolsa da Kipling, já com trocador, bolsa de mamadeira e de chupeta (que nem sei cadê, pois ela nunca usou chupeta). Super útil, cabe mil coisas e já fez várias viagens.Bolsa-maternidade-azul-jeans-CAMAMA-Kipling-63278

Com o Benjamin, acabei não comprando nenhuma, pois a da Chloe era bege e quis aproveitar a mesma. Mas apesar dela ser super resistente, já estava meio sambadinha, sabe? Foi quando a Loja Sonho de Criança entrou na história! rsrsrs

Conheci a loja pelo instagram, a dona foi super atenciosa e acabei fazendo uma bolsa pra o Benjamin e outra  para a Chloe.

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A da Chloe quis pequena, pois é para ela levar ao ballet. É um pequena não tão pequena! Cabe a garrafinha de água, uma roupinha, os sapatos e mais um monte de coisinhas. Veio com uma bailarina linda pendurada e no bolso da frente posso colocar minhas coisas.

IMG_4608A do Benjamin é bem maior! Cabe uma infinidade de coisas e ela fará sua primeira viagem em breve!rsrs Como a Chloe está desfraldando e fica bem menos coisas para carregar, coloco umas coisinhas dela junto com a dele. A dele tem a vantagem do trocador, alça regulável removível e também vem com o bolso da frente separado para eu colocar minha carteira, celular, chaves…

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Gostei bastante do material! É tipo um nylon brilhoso bem resistente e toda forrada com um plástico. Falei primeiro da Kipling, pois gosto do material dela e essa da Sonho de Criança achei o material até mais grosso! Gostei bastante!! Os preços variam de acordo com tamanho, bordado, chaveiros ( no caso, a boneca).

Sonho de Criança:

facebook.com/SonhodeCriancaslz

@sonhodecriancaslz

whats: (98)98137-3284/ (98)981613113

 

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O cromossomo do amor!

   Lembro da Rafa quando ainda fazíamos inglês no colégio, tínhamos 8/9 anos. Ela tinha uma blusa do Mickey que eu achava linda!rsrs Veio o terceiro ano, escolhas diferentes de faculdade e isso nos distanciou.
   Depois que tive a Chloe, nos encontramos no Faceboook e instagram e voltamos a amizade. Passei uns 10 anos sem vê-la, mas nunca esqueci da data do seu aniversário. Minhas amigas sabem que esqueço ou troco os aniversários com frequência, mas a dela, acho que por ser 24 de dezembro, sempre me marcou. O fato foi que como tínhamos filhos, estreitamos a amizade mais uma vez. Mesmo com distância física, por eu morar em outra cidade, nós sempre conversávamos e contávamos novidades.
   Ela acompanhou a gravidez do Benjamin e eu acompanhei a do Fernando. Dias antes do Fernando nascer estávamos conversando como era ser mãe de dois, as dificuldades e as glórias. Fernando nasceu, ela me manda uma mensagem e eu não sabia o que dizer.
    Agora vou deixar para ela contar como foi:IMG_4223
   “Dia 12 de fevereiro de 2015. Esse foi o dia que meu mundo mudou completamente. Foi o dia em que meu segundo filho, Fernando, chegou ao mundo. Ele nasceu e veio logo pro meu colo. Meus olhos se encheram de lágrimas. Era meu bebê, tão lindo, tão esperado, tão amado. De cara notei os olhos puxados, mas pensei “Ah, eu também tenho os olhos puxados então vai parecer comigo”. Em seguida a pediatra levou meu bebê para os procedimentos necessários e meu marido foi junto e eu fui encaminhada para o quarto logo depois.
   Esperei, esperei, esperei bastante. Um clima estranho, a pediatra não aparecia. Ninguém trazia meu bebê para o quarto. Meu marido entrava e saia do quarto sem dizer nada. Ninguém me dizia nada, mas eu achei algo diferente no clima. Depois de uma certa demora me trouxeram o Fernando e ele mamou. Mamou bem, sem dificuldade. Estava tudo certo. Mas olhei novamente o rostinho dele. Os olhos… As orelhas… “Não” – eu pensei – “não pode ser, é só impressão minha”. O quarto estava cheio. Muita gente amada querendo ver o Fernando pela primeira vez. E com tanta gente não pude conversar com meu marido direito. Ele estava estranho, diferente, algo havia acontecido.
   Quando todos se foram eu perguntei: “Bruno, o que o Fernando tem?”. Silêncio por alguns segundos. Eu insisti. Ele não queria dizer, mas eu não o deixaria sossegado enquanto não me contasse. E então ele falou com uma imensa dificuldade: “Estão suspeitando que nosso filho tem síndrome de Down”. Nesse momento meu mundo caiu. Não é fácil assumir isso, mas é a verdade. Ficamos em silêncio e meu olhos encheram de lágrimas. Chorei. Olhei para o meu bebê ali do lado e pensei: “Poxa, não foi isso que nós planejamos, não pode ser! Os exames deram todos normais!” e então visualizei uma vida triste para ele, cheia de preconceitos e dificuldades que ele iria ter que superar. Também passou pela minha cabeça: “Será que estou preparada? Será que consigo ser a mãe que o Fernando vai precisar? Como vou poder cuidar de Eduardo (meu filho mais velho) já que agora terei que me dedicar totalmente ao Fernando?”. Foi um turbilhão de pensamentos em apenas alguns segundos. Todos carregados de preconceitos e desconhecimentos. E aí olhei para o meu marido e vi que ele precisava de mim. Então reuni todas as minhas forças e o consolei com palavras que também serviam de consolo para mim. De repente, quanto mais eu ia falando mais uma força surgia dentro de mim. Não sei explicar. mas quando abracei o Bruno eu senti meus medos sumirem e todos esses pensamentos começaram a desaparecer. Passei a pensar mais claramente. Ele era um bebê, apenas isso! Um bebê que precisava dos pais e que se tornará uma criança como qualquer outra, com suas necessidades e peculiaridades. Será um adulto como qualquer outro, com sua personalidade e opiniões próprias. Claro que mesmo após a alta da maternidade tivemos dias de altos e baixos. Alguns medos ainda surgem, inseguranças. Mas e que pai ou mãe não tem isso? Acho que todos temos correto?
   Hoje agradeço muito aos filhos que tenho. Não, não foi o que nós havíamos planejado. Mas e daí? Não podemos ter o controle de tudo nessa vida. E sim, ele terá dificuldades e peculiaridades inerentes à síndrome. Mas quem não tem? Uns são bons em matemática, outros em Português, uns são bons em dança, outros em artes marciais… É isso que faz o ser humano ser tão maravilhoso, tão desafiador e tão especial!
   Só sei que tenho aprendido bastante nesta curta jornada de um pouco mais de um mês. Tenho conhecido pessoas maravilhosas, mães guerreiras e inspiradoras, mas o principal aprendizado que tive até aqui é que esse cromossomo a mais que meu filho tem é definitivamente o cromossomo do AMOR. E não falo isso em referência a essas crianças serem “anjos”, ou serem amorosas, ou algo nesse caminho. Mas sim por ele ser um cromossomo que une as pessoas. Sempre soube que tinha uma família unida e amigos maravilhosos, mas depois da chegada do Fernando o amor que recebi deles foi imenso, impossível de ser medido. Muitos que há tempos não tinha contato (por ocasiões da vida) me procuraram, mandaram mensagens de carinho e apoio.
   De hoje em diante estarei sempre lutando para divulgar melhor a síndrome e para informar as pessoas para que elas saibam que ser diferente é NORMAL SIM! Farei o que for possível para que outros bebês não sintam o que meu pequeno Fernando sentiu na maternidade. Nenhum bebê merece ser recebido no mundo com lágrimas de tristeza! Apenas com lágrimas de alegria e com amor, muito amor. Afinal, o amor não conta cromossomos!!!”

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Dividindo o quarto: 1º vlog

Meninas, felicidade me define!!! Muita vontade de fazer o primeiro vídeo para vocês e hoje está no ar! Assistam, comentem, se inscevam no canal e dêem sugestões!

Nesse primeiro vídeo falo como fiz para a Chloe e o Benjamin dividirem o mesmo quarto. O próximo já estou com o tema em mente e gravarei para postar semana que vem. #mesentindoartista hahaha

Bjo e me liga!

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Participação do “Paixão de ser paizão”

image-06-10-14-10-27Oi meninas, vocês sabem que blogueira que é blogueira não olha só seu blog, né? Conheci o Demis nesse mundo virtual e logo deu vontade de chamá-lo para escrever para vocês.

Ele é pai de três, super participativo na vida dos filhos e  conta como é seu dia a dia no seu blog www.paixaodeserpaizao.com.

Em poucas palavras ele fala do prazer que é participar da vida de seus bens mais preciosos:

"Ser Pai é ser o primeiro exemplo de caráter para o filho, o primeiro professor, o primeiro segurança, o primeiro palhaço, o primeiro brinquedo, ser o primeiro super-herói.

O nascimento de um filho faz o homem enxergar e aprender muitas coisas. Com a vinda da Belinha me tornei muito mais responsável, aprendi a cuidar, educar, aprendi a distinguir choros, compreender manhas e resmungos, enfim, nasceu um Pai. Com a chegada dos gêmeos o amor de pai só cresceu, é algo indescritível que por mais cansativo que seja, me da força para estar mais e mais com eles.
Hoje me desdobro para dar devida atenção aos três, é trabalhoso, mas ao mesmo tempo é um prazer incalculável.

Quando as atividades mais trabalhosas fazemos com amor, passam a não ser difíceis e sim prazerosas como por exemplo um banho triplo, trocar fraldas, brincar na madrugada. É preciso encontrar prazer nas atividades e no cuidar.

Decidi contar cada momento que passo com meus pimpolhos porque além de gostoso é divertido e muito engraçado.
Muitas pessoas dizem: “Que bom que você ajuda, sua esposa deve te agradecer” outras falam: “Bem feito, assim ele vê o que as mães passam”, mas na verdade não estou ajudando, estou sim fazendo meu papel de Pai e vejo que a obrigação de cuidar, educar e estar presente é dos dois.

Bem feito para o pai que que não passa por isso, ele sim não sabe que está perdendo e muito.

Eu que agradeço a Daiane e aos meus filhos por me ajudar a ser Paizão."

 

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Primeira maquete a gente nunca esquece

Ontem Chloe voltou pra escola, depois de uma temporda de mais de duas semanas doente. Quando abro a agenda tem dizendo que Chloe participárá da feira de ciências e tem que fazer um trabalho sobre o SOL! Gente, tem uns 20 anos (ou perto disso) que não faço maquete! Hahahah Ligo pra escola e a "tia" me explica que é uma maquete sobre um dia de sol. Desligo o telefone e carrego os meninos ao centro da cidade para comprar logo o material! Eu sabia que teria trabalho e se deixasse para o outro dia, com dois, não daria tempo!

Ficou "Dia de sol no campo"! Eu gostei, viu? se a Chloe passa eu não sei, mas EU sim! Hahahahaha

Sei que dá muito trabalho, muitas mães não gostam de fazer, mas eu penso que é uma forma da gente participar da vida escolar deles. E participação dos pais é muito importante, não é mesmo?

Eu ia colocar mais animaizinhos, mas a Chloe disse que não! Como o trabalho é dela… rsrss

Olhem MEU trabalho! Quer dizer… DA Chloe! Hahahaha

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Looks, Maternidade

look sorriso do dia

Sorria para a vida, comemore o dia, se permita ser feliz! Hoje não é dia de aniversário nem nada, mas sabe aquele dia que você está bem, seus filhos também e então… porque não comemorar o dia em si? Minha mais velha (não tão velha) anda sentindo minha falta e resolvi brincar de fotógrafa com ela e ela adorou! Nem precisou de nada: só peguei um pirulito que comprei para decorar o aniversário dela e fomos brincando! Ela amou, pois ríamos juntas do nada! #etambémporprovarumpirulitopelaprimeiravez hahaha Eu poderia pensar: " Não dou essas coisas, então não vou fazer essas fotos". Mas não! Queria tirar as fotos com o pirulito e não seria por causa de hoje que o paladar dela iria mudar por toda a vida.

A gente precisa ser mais flexível, se permitir errar e com isso aprender com os erros. Nossas avós erraram, nossas mães também, nós erramos e nossos filhos também irão errar com os filhos deles. Vamos ser mães mais leves, vamos "comemorar" esses nossos erros, pois amanhã é outro dia e com esses erros aprendemos a acertar. Faça pipoca em uma quarta-feira, tire uma tarde na semana para assistir um filme com seu filho, deixe ele passar o dedo na cobertura do bolo vez ou outra. E registre esses momento. Em fotos e no coração.

Esse meu momento foi registrado assim:

1411503105461   1411503187769

1411503322274   1411503249149

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1411508766809   1411503401622

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