Casa & Decoração, DIY (faça você mesmo), Festas

Festa Peppa na escola

Oi meninas! Quem disse que festinha da escola tem que ser sem graça? Essa festinha a mamãe da aniversariante fez tudo em casa e a titia aqui ajudou foi muito!rsrsrs Foi o aniversário da filha da minha amiga e quem viu o snap acompanhou que eu estava lá ajudando!

Os bonecos são da Chloe e do Benjamin, as boleiras são as que eu já tinha (invista em algumas boleiras, vale a pena!) e a mesa foi uma correria danada para eu pintar!haha Essas sacolinhas são as lembrancinhas e dentro tinha bolinha de sabão, língua de sogra (pelo menos é como a gente chama aqui!rsrs) e bolinha “quebra cabeça” (aquelas bolas que monta e desmonta) e mais um relógio. O painel atrás não dá para ver direito por causa do sol e do vento, mas foram feitos de papel crepom colado em uma linha de nylon. Vem olhar comigo a festinha que estou me achando uma decoradora de festa infantil!hahahah

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Bjo e me liga! :*

Colunas, Desenvolvimento, Filhos, Saúde

“Meu bebê tem Síndrome de Down, e agora?”, por Rafaela Santos

 
Oi meninas! Hoje o post é com participação da Rafa! Minha amiga de infância, psicóloga e mamãe do Eduardo e do  Fernando. Fernando tem o cromossomo do amor e sua terá uma coluna especial aqui no blog falando um pouco mais da vida de crianças com Síndrome de Down. Esperamos com isso ajudar todas vocês!
Muitas mães descobrem que seu bebê tem Síndrome de Down ainda na gestação, outras só vão descobrir após o parto, já que nem sempre os exames do pré-natal conseguem perceber sinais que indiquem a síndrome. Independente do momento em que a mãe descobriu que seu filho tem a Trissomia do Cromossomo 21, uma coisa é fato: praticamente todas vão se sentir impactadas, em menor e maior grau, e farão a seguinte pergunta a si mesmas “E agora?”.sindrome-de-down
A maior parte das mulheres quando decide ser mãe pensa e planeja todo o enxoval, decora o quarto, programa um pouco como será o futuro (dela e da criança também), elabora o plano de parto, compra diversos livros sobre parto e sobre ser mãe, entra em grupos de mães nas redes sociais, faz pesquisa na internet, acessa blogs maternos diariamente, há ainda algumas, mais planejadas financeiramente, que começam a fazer economias para imprevistos, mas poucas – raras – se planejam para uma gestação ou para um bebê que esteja fora dos “padrões”. Por isso quando acontece algo fora do esperado há esse choque inicial. A maioria não sabe com quem falar, a quem recorrer, qual o caminho a seguir.
Sou psicóloga. Tenho formação e conhecimento sobre desenvolvimento infantil. Estagiei na APAE na época da faculdade. Conheço sobre a Síndrome de Down. Tenho uma irmã neuropediatra. Mas confesso que nos primeiros momentos me senti um pouco perdida. Quando, na maternidade, foi me dito que suspeitavam que meu filho tinha Síndrome de Down eu só pensava: “Por onde eu começo? Quem eu devo procurar? Quando começo a estimular?”. Fico imaginando quantas mães e pais não têm a base e o conhecimento que eu tenho e o quanto eles devem se sentir perdidos. Ainda mais do que eu. Por isso resolvi formular aqui o que eu chamo de Guia Rápido para mães e pais que descobrem ter um filho com Síndrome de Down. Na verdade o guia pode acabar ajudando pais que tiverem filhos com outras condições que não apenas a Síndrome de Down.
1. Respire
Sim, respire! Antes de qualquer coisa manter a calma e o racional é fundamental. Sim, você pode estar passando por um turbilhão de emoções, mas é preciso ter um pouco de serenidade para seguir os próximos passos ou você corre o risco de tomar muitas decisões precipitadas.  Chore se sentir vontade, grite se achar necessário, descarregue suas emoções escrevendo um diário, fazendo terapia, atividade física ou o que achar melhor. Mas antes de tomar qualquer decisão tenha certeza de que está em um momento sereno.
2. Procure pessoas que já passaram pela mesma situação
Nisso a internet nos dá uma grande ajuda. Através de algumas pesquisas você consegue encontrar outros casais que já passaram por isso e que vão entender seus sentimentos melhor do que qualquer pessoa. Essa rede de apoio é muito importante nesse momento inicial. Mas não apenas neste momento específico, essa rede é fundamental para todas as etapas pois esses pais provavelmente já passaram por situações parecidas com as que você ainda irá passar e certamente eles tem algum dica, algum conselho que será bastante útil. São relações para manter a vida toda.
3. Leia, leia, leia. Pesquise, pesquise, pesquise.
Sim, os pais são os que mais conhecem sobre a Síndrome, mais do que muitos médicos. Isso porque boa parte deles estuda e pesquisa incansavelmente, buscando uma forma de melhor desenvolver seus filhos, mas há que se ter cuidado com leituras. É importante sempre buscar fontes confiáveis. Como leitura recomendo essa lista elaborada pelo site Movimento Down: http://www.movimentodown.org.br/down-por-ai/livros/
4. Procure apoio na sua família e nos seus amigos
Pode ser que nenhum deles tenha passado por situação semelhante e pode ser que não consigam entender nada do que você está sentindo. Conheço pais que se afastaram da família e dos amigos por ter “raiva” de todos terem famílias com filhos “perfeitos” e eles não. Normal. Se você se sentir assim lute contra esse sentimento. Sua família e seus amigos verdadeiros serão os principais aliados que você terá nessa jornada. Você irá ter momentos difíceis, de cansaço, de tristeza. E no fim eles estarão lá pra lhe ajudar.
5. O pediatra tem que ser seu maior parceiro
Se possível, escolher um pediatra que tenha experiência em atender crianças com Síndrome de Down. Sim, são raros, mas existem. Procure a sua rede de apoio para recomendações. Caso não encontre ou não goste de nenhum dos recomendados, procure um pediatra no qual você confie e que demonstre estar disposto a aprender junto com você. Uma coisa é verdade: provavelmente você, em pouco tempo, saberá mais do que ele sobre a síndrome e sobre novidades de tratamento, pois como disse no item 4, os pais costumam ser os mais ávidos leitores sobre o tema. Leve tudo que leu e teve dúvidas para as consultas. Existem muitas informações na internet sem embasamento científico, portanto procure sempre levar ao médico do seu filho para que ele possa verificar. O pediatra tem que estar aberto a aprender e pesquisar junto. A parceria pais-pediatra é fundamental.
6. Exames, exames, exames
O primeiro exame a ser feito no caso da suspeita de Síndrome de Down é o exame do cariótipo. Ele vai determinar se seu filho tem ou não a síndrome. Além do cariótipo diversos exames devem ser realizados, pois bebês com síndrome de down são mais suscetíveis a ter problemas cardíacos, auditivos, visuais e também no trato intestinal, além de hipotireoidismo, refluxo, e diversas outras condições. Isso não significa que seu filho terá algum desses problemas, mas é importante realizar todos os exames necessários para saber como está a saúde do seu filho. Recomendo que não espere o resultado do cariótipo para realizar os outros exames. O cariótipo pode demorar um pouco e quanto antes seu filho puder ter acompanhamento médico específico melhor para ele. Recomendo acessar o seguinte link para saber quais exames devem ser realizados no caso do seu bebê ter Síndrome de Down. http://www.movimentodown.org.br/2015/11/8-exames-de-saude-indispensaveis-para-pessoas-com-sindrome-de-down/
Obs.: para as mães que descobriram a Síndrome apenas após o parto, esses seis primeiros itens acontecem aos mesmo tempo. Não dá nem para pensar muito. São muitas informações. Por isso que friso o item 1: RESPIRE.
7. Médicos especialistas são essenciais
Caso algum exame detecte alguma condição de saúde que mereça atenção os pais deverão procurar um médico especialista para avaliar e acompanhar a condição da criança. O pediatra não consegue atender tantas demandas específicas. De antemão sugiro que já tenha indicações de neuropediatras, cardiologistas, otorrinos, ortopedistas, oftalmologistas e endocrinologistas. Você pode até não precisar deles agora, mas em algum momento futuro será bom fazer uma avaliação com eles.
8. Estimulação Precoce
Após o bebê ser liberado pelo médico, os pais devem procurar uma equipe de TO, fonoaudióloga e fisioterapeuta para iniciar a estimulação. Estimulação precoce faz toda a diferença no desenvolvimento de uma pessoa com Síndrome de Down. Existe muitas dúvidas sobre quando é o melhor momento para iniciar a estimulação. Se assim que nasce, ou após um mês, ou depois das vacinas. Na realidade a estimulação pode ter início assim que liberado pelo médico. Mas é importante levar para avaliação do profissional. Por exemplo, meu filho Fernando, com vinte dias começou a fisioterapia. Já a fono e a TO ele só começou com quase dois meses. Tudo com orientação das profissionais. Aqui vale a pena ressaltar que a estimulação, para ter o resultado esperado, precisa ser reforçada em casa.
9. Lembre-se: seu bebê é apenas um bebê
Sim, é preciso colocar esse item sete na lista porque passado todo esse turbilhão inicial e já fazendo as terapias, é muito comum ver os pais tão envolvidos na rotina do filho (levando para as terapeutas e médicos, estimulando em casa e lendo sobre síndrome de down) que “esquecem” que ele também é um bebê que quer apenas dormir, comer e brincar. Às vezes na ânsia de fazer o melhor pelo filho os pais o sobrecarregam esperando que, assim, vão conseguir suprir a deficiência dele. É importante lembrar que sim, a estimulação é necessária, mas ele também precisa ter momentos como todo bebê. Ele também precisa ter o colo do pai, da mãe, o carinho dos irmãos. Os vínculos familiares também são fundamentais. É preciso conter essa ideia de que “quanto mais terapia menos atrasado ele ficará”. Equilíbrio é a chave.
10. Vida fora síndrome de down
Todos na família precisam ter momento de esquecer a síndrome de falar de outros assuntos. Acredite, isso é super importante principalmente para os pais (que estão totalmente imersos nesse contexto) e para a criança. Tudo bem, ele pode ainda ser apenas um bebê mas não é saudável (e nem estimulante) falar apenas sobre esse assunto, bebês entendem mais do que pode aparentar. Viajar, ter momentos a dois, ter momentos só a família, com os amigos, sair da rotina puxada, tudo isso é fundamental para manter a energia e a saúde mental de todos da família, pai, mãe, filhos, avós e quem mais esteja envolvido diretamente.
E sempre, sempre que a ansiedade bater volte ao item 1. Respire. Com calma conseguimos ver as coisas com mais nitidez. De fora parece mais desafiador e mais difícil. O tempo tudo ajusta.”
 
Dra. Rafaela Santos é psicóloga e atua em Fortaleza- Ceará.

Casa & Decoração, DIY (faça você mesmo), Festas

Festa para os amiguinhos

Oi meninas, tudo bem? Ontem foi feriado, não viajamos  e quando a Chloe pediu para chamar alguns coleguinhas aqui pra casa não pude dizer não. Quem me conhece sabe que gosto de decorar e mesmo sem muito tempo queria deixar tudo arrumadinho e fácil para os pequenos se servirem.

Usei meu centro de mesa, que é baixo, e decorei com bolas de papel crepom vermelho, azul e amarelo e pratos coloridos na cor amarelo e vermelho para combinar. Coloquei mini baldinhos com pipoca e nas formas de docinhos tinha biscoitos sequilhos e pedaços de bolo de chocolate. Na jarra coloquei suco de cajá! As crianças amaram tanto que 19h já estavam caindo de sono! Hahahaha

As boleiras são de metal, com um preço super em conta da Rm home e as bolas de papel e a suqueira da lepinop.Os baldinhos eu não lembro, mas foi em loja de artigos de festa e os guardanapos foram no Ikea Portugal.

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Boleiras: @rm.home rm.home@outlook.com

bolas de papel e suqueira: @lepinpop www.lepinpop.com.br

Guardanapos: IKEA

Bjoo

Comidinhas, Doces

Delícia de biscoito

imageOi meninas!!! Estou com visitas em casa e não sabia o que fazer para a sobremesa depois do almoço, queria algo prático e gostoso. Fiquei procurando o que inventar até que criei essa “Delicia de biscoito”. Pode até já existir essa sobremesa, mas nunca vi para vender, então pra mim quem criou fui eu!rsrs É super fácil como a maioria das minhas receitas! Vamos lá?

Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 150g de bolacha Maria
  • 1 colher de sopa de baunilha
  •  100g de chocolate picado

Leve ao fogo baixo o leite condensado, 1 colher de sopa de baunilha e 1 colher de sopa de manteiga mexendo sempre até o ponto de brigadeiro. Quando der o ponte, desliga o fogo e acrescenta uma caixa de creme de leite e misture bem. Reserve. Quebre as bolachas no liquidificador/processador e misture com uma colher de sopa de manteiga. Agora é só intercalar bolacha, chocolate e creme em um refratário e colocar na geladeira. Se você gosta de morango, acrescente morangos picados que fica maravilhoso!

 

Bjoo!

Casa & Decoração, DIY (faça você mesmo), Festas

Festa Lego

Oi meninas! Hoje vou mostrar uma festa super colorida que fui com as crianças! A festa é no tema Lego e todos os mimos e convites foram feitos pela mamãe! Ela tem aquela máquina silhouette e isso ajuda muito na produção dos artigos das festinhas. Estou pensando (só pensando ainda) em comprar, já que gosto tanto de fazer essas coisas, mas confesso que pagar mil e tanto em uma máquina dessa acho salgado. Tenho que pensar beeeem se vale o investimento, sabe? Enquanto penso, bora ver como ficou a festa?

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Amei e estou pensando em ser tema do aniversário do Benjamin para quando ele estiver maior!

Decoração: @travessurasfestas

Novidades, Produtinhos

Lancamentos Mattel : Batman X Superman

Oi meninas!!! Hoje vou contar uma novidade para vocês! Com a estreia do filme Batman vs. Superman: A origem da Justiça, a Mattel, lança bonecos inspirados em tal FILME!

A Mattel entra no clima dos grandes heróis e vilões da DC Comics e anuncia o lançamento de linhas de brinquedos inspirados no novo filme Batman vs. Superman: A Origem da Justiça. Ela reúne diferentes marcas (Hot Wheels, Barbie, Imaginext e DC Heroes) e ainda faz algo super legal: eles ganham características de alguns dos personagens mais queridos e famosos das histórias em quadrinhos.

Além disso, para este ano, a Mattel traz com DC Heroes uma linha exclusiva de Batman vs. Superman, em que os bonecos tem como referência a aparência real dos personagens do filme, que estreou agora em março aqui no Brasil. Imagina aí que os bonecos parecem de verdade com os atores? Certeza que a criançada vai querer!! hahaha

Alguns dos lançamentos:

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Essa novidade é para os pequenos e os grandões, né? Fãs de todas as idades poderão se divertir e colecionar suas figuras de heróis favoritas!
Tudo isso você pode encontrar nas principais lojas de brinquedos do Brasil e já estou pirando aqui para ver se encontro esse ultimo pra mim, digo, para o Benjamin!rsrs
Bjoo
 

Casa & Decoração, Festas

Festa Branca de Neve

Oi meninas!! Como passaram a semana santa? Aqui fiz uma caça aos ovos com as crianças e elas amaram!

Quinta fomos para um aniversário encantador no tema Branca de Neve. Foi os 6 anos da filha de uma amiga minha e mais uma vez vi a tendência da mesa do bolo suspensa em um balanço. Fica muito lindo e confesso que estou querendo fazer o da Chloe desse jeito.rsrs

Olhem que maravilha de festa:

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Buffet: Travessuras Festas

Comidinhas, Doces, Salgados

#lancheiradaChloe

Oi meninas, o post de hoje é com  hashtag #lancheiradaChloe. São 5 opções de lanches, simples, fáceis e saborosos que enviei para ela e que pode ajudar vocês a prepararem a lancheira por aí!

Lanche 1

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Iogurte maçã e banana, barra de nozes e laranja.

A barrinha é da marca Agtal e tem mais dois sabores. É super gostosa e livre de adoçantes, conservantes, corantes, sem glúten e sem lactose. A laranja eu envio um faca, mas pode colocar cortadinha em um potinho.

 

 

 

 

Lanche 2

lancheopc2 Queijo coalho, suco de uva integral e croutons.

O suco de uva, compro o da marca  “Casa da Madeira” e os croutons da marca Fhom. Ambos encontro no supermercado.

 

 

 

 

 

Lanche 3

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Iogurte de laranja, cenoura e mel e granola.

Esse é o lanche “coringa” para aqueles dias que não sei o que enviar ou estou com preguiça ou mesmo muito apressada.

 

 

 

 

 

Lanche 4

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Suco de uva (já deu para perceber que ele é bem usado por aqui, né? É por ser super prático e saudável!) e dadinho de tapioca! Esse dadinho é vidaaaa!! Muito bom mesmo e sabe o que faço por aqui? Deixo uma porção na geladeira e corto e coloco na airfryer só a porção que vou usar! Lógico que não fica uma vida na geladeira, sabe? Mas faço fracionada em umas três vezes! Quer a receita do dadinho? Clica aqui!

 

 

 

 

Lanche 5

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Cajuína, morangos e barrinha de banana com ameixa e chocolate.

A cajuína compro da marca Nordestina ou a Tradicional Orgânica. Não sabe o que é cajuína? Clica aqui!

Maternidade

Intolerância a lactose, por Luisa Arnaud

Oi meninas! O post de hoje é com a nossa colaboradora, mamãe e médica Luísa Arnoud e fala de um problema muito comum nos dias de hoje: intolerância a lactose.

Por aqui, eu e a pediatra da Chloe, percebemos que quando ela consome muito leite (um iogurte no dia a dia ela não sente nada ou quase nada, mas se comer um pouco mais…) e seus derivados (ela não gosta de leite puro, mas não pode ver um queijo ou um iogurte) ela tem reação com dor e distensão abdominal. Não fizemos exames ainda, ficamos só com o estudo clínico e a pediatra até passou um remédio para esses momentos (por precaução é melhor não dizer qual é) de maiores incômodos pra ela, mas estamos tentando controlar a alimentação que já faz um bom efeito.

“Hoje, falaremos de um problema cada vez mais comum entre as crianças: a intolerância a lactose.

 
DEFINIÇÃO
 

A intolerância à lactose ocorre, principalmente no período que compreende os três primeiros anos de vida, em consequência da deficiência genética da enzima lactase, a enzima que permite a intolerancia a lactosedigestão da lactose. 

 

Traduzindo: crianças com deficiência em lactase, a enzima que permite a digestão da lactose, podem sofrer com gases, cólicas, diarreia, náusea e distensão abdominal após consumir alimentos que contenham essa substância.

 
 
INTOLERÂNCIA A LACTOSE X ALERGIA AO LEITE DE VACA
 
Por apresentarem sintomas muito parecidos, há confusão acerca do diagnóstico de intolerância à lactose e alergia ao leite de vaca. Para ficar mais fácil de compreender a diferença: o leite é composto de carboidratos (açúcar), gordura e proteínas.
Quando falamos em intolerância a lactose, estamos nos referindo ao açúcar do leite. No caso de alergia, é a proteína do leite que está relacionada.
É por isso que a alergia à lactose não existe, pois a lactose é um carboidrato, enquanto a alergia está relacionada à proteína do leite.
 
 
CAUSAS
O que acontece é que a natureza é muito sábia: como o bebê tem que tomar leite, as crianças nascem com um nível muito alto de lactase. À medida que elas crescem, com cerca de quatro a cinco anos de idade, como a necessidade de ingestão de grande quantidade de leite diminui, cai também o nível de lactase.
 
É muito raro um bebê nascer com a forma congênita da doença. Assim, é muito raro intolerâncias à lactose em crianças em fase de aleitamento.
 
No entanto, o quadro é mais comum quando a criança enfrenta outra doença, a exemplo de diarréia crônica ou desnutrição (para que o organismo produza lactase, são necessárias proteínas e outros nutrientes). Essas situações podem levar a intolerância, mas de forma secundária.
 
 
TRATAMENTO  
 
A intolerância à lactose primária é hereditária e não tem tratamento. A solução é eliminar a ingestão de alimentos à base de leite e produtos derivados que contém um açúcar natural chamado lactose, a fim de promover o alívio dos sintomas. 
Depois, esses alimentos devem ser reintroduzidos aos poucos até identificar a quantidade máxima que o organismo suporta sem manifestar sintomas adversos. 
Essa conduta terapêutica tem como objetivo manter a oferta de cálcio na alimentação, nutriente que, junto com a vitamina D, é indispensável para a formação de massa óssea saudável. Suplementos com lactase e leites modificados com baixo teor de lactose são úteis para manter o aporte de cálcio, quando a quantidade de leite ingerido for insuficiente.
 

DIAGNÓSTICO

Além da avaliação clínica, o diagnóstico da intolerância à lactose pode contar com três exames específicos: teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.

O primeiro é oferecido pelo SUS gratuitamente. O paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, colhe amostras de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio.

O segundo considera o nível de hidrogênio eliminado na expiração depois de o paciente ter ingerido doses altas de lactose e o terceiro leva em conta a análise do nível de acidez no exame de fezes.

 
 
ALIMENTOS QUE CONTÊM LACTOSE
 
Laticínios: produtos feitos com leite contêm lactose, tais como creme de leite, sorvete, maionese, bebidas (mistas) de leite, creme de queijo, queijos em geral e queijo cottage. Iogurte podem ser uma boa opção para ingestão de cálcio, uma vez que culturas intestinais ativas metabolizam a lactose, facilitando a digestão.
 
Pães e massas: alimentos ricos em amido (pães, biscoitos, panquecas, bolos e similares) costumam usar leite em pó ou produtos lácteos na preparação.
 
Doces: sorvetes e bolos de sorvete, pudins, cremes e sobremesas que usam leite condensado têm lactose. Alguns adoçantes artificiais, caramelo e doces aromatizados também têm componentes do leite.
 
Bebidas: qualquer forma de leite contêm lactose, como leite integral, leite em pó, leite condensado, leite batido e diversas bebidas instantâneas. Algumas bebidas lácteas estão disponíveis em versões com lactose reduzida e podem ser toleradas por alguns indivíduos.
 
Molhos e coberturas: molhos para saladas, molhos de queijo, manteiga e patês também podem conter lactose. Geralmente, a manteiga possui uma quantidade menor de lactose, e pode ser um alternativa, desde que consumida com moderação.
 
Legumes: matérias-primas vegetais não contêm lactose se não forem praparadas com produtos lácteos. Mas atenção: gratinados, vegetais com creme e pratos de vegetais cozidos podem conter ou utilizar a lactose.  
Verduras de folhas verdes, como brócolis, couves, agrião, couve-flor, espinafre, assim como feijão, ervilhas, tofu, salmão, sardinha, mariscos, amêndoas, nozes, gergelim, certos temperos (manjericão, orégano, alecrim, salsa) e ovos também funcionam como fontes de cálcio;
 
 
CONCLUSÃO
 
A pessoa que desenvolveu intolerância à lactose pode levar vida absolutamente normal desde que siga a dieta adequada e evite o consumo de leite e derivados além da quantidade tolerada pelo organismo.
 
Lembrando que nos adultos, a intolerância a lactose é mais frequente. Ele pode nem saber que é intolerante, mas sabe que se tomar muito leite se sentirá mal. Então, por mecanismo de defesa, ele consome pouco ou não consome leite e passa a vida toda sem saber que tem o problema. O termo, portanto, também é relativo à quantidade de enzima que o indivíduo produz.
 
Fonte consultada: Dra. Yu Ling Koda e Dr. Sylvio de Barros.”
 
Dra. Luísa Araújo Arnaud é mamãe da Bella e comanda o IG @wowmaes.